Na quinta-feira passada (15/10), a Estação Espacial Internacional (ISS) recebeu aproximadamente 3 mil quilos de carga, enviada pela Nasa dois dias depois do lançamento, ocorrido na terça-feira (13/10). O transporte ficou a cargo da espaçonave Dragon, da SpaceX, e entre os itens despachados estão tecidos cardíacos e cerebrais humanos, que passarão por testes em ambiente de microgravidade.
Como a falta de gravidade tende a provocar mudanças nocivas ao organismo, o foco principal dessas investigações é oferecer aos tripulantes das missões espaciais condições mais seguras e cômodas durante o período em que estiverem longe do planeta. Ainda assim, conforme os pesquisadores, quem permanece na Terra também pode ser beneficiado pelos achados.
Há uma linha de pesquisa dedicada a buscar saídas terapêuticas para males neurodegenerativos, a exemplo de Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla. Paralelamente, a equipe científica pretende criar meios que devolvam a capacidade visual a portadores de degenerações na retina responsáveis por quadros de cegueira.
Quanto ao coração, o cronograma prevê investigações sobre enfermidades cardíacas, o desenvolvimento de fármacos inéditos e o exame de como a gravidade do espaço interfere nas dimensões do músculo. Espera-se que, ao longo dos próximos anos, as experiências conduzidas em órbita gerem aplicações concretas tanto para quem vive na ISS como para a população terrestre.


