Quarta-feira, 30 de setembro de 2026 · Salvador, BA

PL mobiliza fiscais de urna em todo o país a quatro dias do primeiro turno

A quatro dias do primeiro turno, o PL intensificou a mobilização de fiscais de urna em todo o país. O objetivo é recrutar voluntários para acompanhar a votação e a contagem dos votos, reforçando a fiscalização do processo eleitoral. #Eleições #PL #FiscalizaçãoEleitoral

fiscais de urna

Faltando quatro dias para o primeiro turno, o PL pôs de pé uma estrutura de mobilização com o objetivo de que seus correligionários atuem na fiscalização da votação em todos os estados brasileiros. O registro online criado pela legenda para atrair voluntários interessados em trabalhar como fiscais de urna no domingo (4/10) teve seu prazo prorrogado.

Quem divulgou a iniciativa foi Flávio Bolsonaro, que concorre ao Palácio do Planalto pela legenda. Em pronunciamento transmitido pela internet, o senador afirmou que pretendia espalhar “gente nossa” pelo território nacional para “evitar que pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras e façam alguns tipos de atitudes ilegais”.

A legislação eleitoral assegura às legendas o acompanhamento tanto do pleito quanto da contagem dos votos. Cabe a cada partido nomear no máximo dois fiscais em cada mesa receptora. A esses indicados é permitido observar os trabalhos, formular perguntas e impugnar etapas do processo, inclusive a identificação de um votante.

No dia 17 de setembro, ao divulgar a iniciativa, Flávio afirmou que recrutaria apoiadores para “fazer a fiscalização das urnas, em especial no momento em que a urna fechou”. O candidato também reforçou: “A gente tem de ter gente nossa, pelo Brasil inteiro, fiscalizando para evitar que pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras e façam alguns tipos de atitudes ilegais como essas aí”.

Há instrumentos de responsabilidade da Justiça Eleitoral para checar quem se apresenta na seção. Um documento oficial com foto é exibido pelo eleitor e verificado pelo mesário. A identificação por biometria também entra nesse controle. Se ainda restar qualquer incerteza quanto à identidade, é possível apresentar contestação antes de a votação começar.

Essa investida do PL vem depois de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados terem passado anos pondo em dúvida as urnas eletrônicas. Em 2022, por exemplo, Bolsonaro reuniu embaixadores para levantar suspeitas, sem provas, sobre o sistema de votação.

O candidato levou o assunto ainda ao corpo diplomático. Em julho, Flávio repetiu uma informação falsa: segundo ele, os equipamentos brasileiros teriam a mesma procedência das máquinas da venezuelana Smartmatic. Mencionou ainda um relatório da CIA que apontaria envolvimento da companhia em um plano do governo da Venezuela para fraudar o pleito de 2012.

No mesmo encontro, o senador fez um apelo para que outros países enviassem observadores para acompanhar as eleições brasileiras.

O TSE informou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem os programas usados nos equipamentos brasileiros. A Corte Eleitoral também afirma que, desde a adoção das urnas eletrônicas, em 1996, não houve fraude comprovada.

À época, a campanha de Flávio Bolsonaro argumentou que ele não colocou em dúvida o processo eleitoral brasileiro.

Para viabilizar a mobilização, a sigla criou uma página na internet dedicada à captação de voluntários. Nesse site, exige-se que o interessado tenha o dia inteiro da eleição livre e recomenda-se aos fiscais que acompanhem todo o processo, da emissão da zerésima, antes do primeiro voto, até a divulgação do boletim de urna depois de encerrada a votação.

O partido também orienta os fiscais a observarem a identificação dos eleitores e o andamento da votação e a relatar possíveis irregularidades.

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