Para Donald Trump, a guerra promovida por norte-americanos e israelenses contra o Irã teve peso no pleito congressional dos EUA, em que os democratas conquistaram maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Foi o próprio republicano quem fez essa leitura nesta quarta-feira, ao falar sobre o tropeço eleitoral do seu partido.
Em declarações à Fox News, o presidente dos EUA afirmou que a ofensiva teve participação no placar. Ao The Wall Street Journal, repetiu a leitura: o Irã entrou como um dos fatores da derrota. Apesar disso, Trump descartou rever a decisão de atacar o país do Oriente Médio e sustentou que agiu corretamente. “Eu teria feito isso de novo”, declarou ao jornal.
O apoio que havia garantido ao republicano um segundo mandato, obtido dois anos antes, se desfez nas regiões historicamente conservadoras. Foi justamente nesses redutos que os eleitores migraram em massa para os candidatos democratas na votação de terça-feira.
Ao longo de nove meses, o confronto jamais contou com o aval da opinião pública norte-americana. Durante a disputa eleitoral, candidatos democratas espalhados pelo território dos EUA ligaram a guerra ao encarecimento dos combustíveis e de outros produtos de consumo.
Desde o começo da ofensiva, Trump tem oscilado na definição de metas e prazos. Em alguns momentos, ameaçou ampliar os bombardeios; em outros, garantiu que poderia pôr fim às hostilidades quando quisesse.
Do outro lado, a divulgação dos resultados foi recebida com contentamento em Teerã. Pelo X, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, comemorou a mensagem enviada pelas urnas. “Os norte-americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem”, escreveu.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Nexo Jornal


