O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, não vai se deslocar até o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15/9). Ele decidiu acompanhar à distância o julgamento que pode abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, conforme apurou a coluna.
Lima e Silva manterá a agenda de despachos internos e reuniões no Ministério da Justiça. A assessoria informou que ele ficará atento ao andamento do julgamento, mas não deve integrar o grupo de auxiliares encarregados de manter o presidente Lula informado sobre os desdobramentos da sessão.
A postura ocorre em um momento de desgaste do ministro dentro do próprio governo. Ele tem sido alvo de críticas de uma ala da gestão Lula e do PT, que consideram “passiva” sua atuação diante da crise no STF. À frente do Ministério da Justiça, Silva tem entre suas atribuições políticas estabelecer o diálogo do governo com o Judiciário.
As críticas ganharam força durante a crise no Supremo, desencadeada após a divulgação de conversas entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nos bastidores, integrantes do governo cobraram de Silva uma atuação mais incisiva na interlocução com a Corte. O julgamento desta terça é o primeiro do tipo e pode autorizar a abertura de investigação contra Moraes por 52 mensagens trocadas com Vorcaro.
