Alzheimer: conheça os primeiros sintomas e a importância do diagnóstico precoce

Alzheimer: conheça os primeiros sintomas e a importância do diagnóstico precoce
O que você precisa saber

  • O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce permite retardar a progressão da doença e controlar sintomas.
  • Falhas frequentes na memória recente são o sinal mais comum, mas outras condições reversíveis podem causar sintomas similares.
  • Controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes e sedentarismo pode prevenir ou retardar até 45% dos casos de demência.

O Setembro Lilás busca conscientizar a população sobre a doença de Alzheimer e outras demências. Ainda sem cura, a condição pode ter seus sintomas controlados e a progressão retardada quando o diagnóstico é feito cedo. Especialistas reforçam a importância de investigar mudanças cognitivas.

Na forma mais comum da doença, o primeiro sinal costuma ser falhas na memória recente. Com o avanço, linguagem, comportamento, capacidade de tomar decisões e planejamento também podem ser afetados, conforme explica Laiss Bertola, neuropsicóloga e 2ª vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

“Quando os esquecimentos se tornam mais frequentes e intensos em um intervalo curto de tempo, é importante olhar com cautela para a possibilidade de uma alteração patológica”, alerta a profissional.

Nem toda alteração cognitiva, porém, indica demência. Depressão, distúrbios do sono, descompensação de doenças e deficiências vitamínicas podem afetar o cérebro, sendo condições reversíveis que melhoram a qualidade de vida do paciente. O envelhecimento natural também provoca declínio cognitivo, como explica o geriatra e psiquiatra Ivan Aprahamian.

“Por isso, é importante investigar quando a piora cognitiva é exagerada ou quando essa perda cursa com dependência para realizar atividades às quais a pessoa estava acostumada”, defende o médico.

O diagnóstico permite organizar o cuidado e envolver a família, já que a doença impacta toda a rede de apoio. Manter uma rotina ativa, com estímulos cognitivos e vínculos sociais, ajuda no bem-estar e no retardamento da doença. “Temos muitas evidências de que as intervenções não farmacológicas são importantes para manutenção da qualidade de vida, da autonomia e da independência, sempre pelo maior tempo possível dentro da capacidade daquela pessoa”, destaca Laiss Bertola.

Além do acompanhamento adequado, o controle de fatores de risco é essencial. Segundo a Comissão Lancet sobre prevenção de demências, 45% dos casos no mundo poderiam ser prevenidos ou retardados. Hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva e baixa atividade intelectual e social estão entre eles. “Tratá-los é fundamental. Colocarmos nosso cérebro para trabalhar e ser desafiado com nossos aprendizados é um bom remédio”, reforça Ivan Aprahamian.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: internet

LEIA MAIS:

Perguntas frequentes

Todo esquecimento é sinal de Alzheimer?

Não, pois alterações cognitivas também podem ser causadas por depressão, distúrbios do sono, deficiências vitamínicas ou envelhecimento natural.

Quando devo procurar um médico?

Deve-se buscar ajuda quando os esquecimentos se tornam frequentes e intensos ou quando a perda cognitiva causa dependência em atividades cotidianas.

Como retardar a progressão da doença?

É recomendado manter uma rotina ativa com estímulos cognitivos, vínculos sociais e o controle rigoroso de fatores de risco como hipertensão e diabetes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *