Terça-feira, 6 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Flávio Bolsonaro quer maioria no Congresso para alterar a Constituição

Em passagem por Goiânia, Flávio Bolsonaro buscou apoio de Caiado e Vilela para o 2º turno. O candidato sinalizou que, com maioria no Congresso, pretende viabilizar mudanças na Constituição Federal. #Politica #Eleicoes2026 #Brasil

O pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, esteve nesta terça-feira (6), em Goiânia, num ato cujo objetivo foi firmar o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e de Daniel Vilela (MDB), governador eleito de Goiás, com vistas ao segundo turno das eleições de 2026. Depois do anúncio, Flávio discursou e deu a entender que, contando com a bancada majoritária de deputados e senadores, buscará tornar viável a eleição de alguém de seu partido para a presidência da Câmara, o que lhe permitiria mexer na Constituição Federal. Que alterações seriam, no entanto, ele não especificou.

Entenda o que é necessário para mudar a Constituição

As cláusulas pétreas da Constituição só admitem emendas que ampliem garantias, nunca que as diminuam. Para modificar o texto constitucional brasileiro é preciso apresentar Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que só passam com apoio majoritário na Câmara e no Senado. Já a substituição da Carta por outra exige a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Apoio de Caiado e Vilela

Após a vitória de Daniel Vilela, no domingo (4), o posicionamento sobre o respaldo no segundo turno, segundo Caiado, passaria por conversa com Gilberto Kassab, que preside nacionalmente o PSD. O anúncio foi feito nesta terça-feira, em Goiânia, e o pronunciamento de Flávio veio na sequência.

Resultado do primeiro turno

Terminada a conferência dos votos das urnas eletrônicas no domingo (4), Flávio alcançou 47,03% (56,1 milhões de votos), enquanto o atual Presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), somou 45,16% (53,8 milhões de votos). Entre os presidenciáveis, Caiado terminou em quinto lugar, com 2,18% (2,6 milhões de votos).

A diferença de eleitores entre Flávio e Lula ficou em apenas 2,3 milhões — menos do que os votos válidos que Caiado obteve no primeiro turno.

—

LEIA MAIS: