- A OpenAI confirmou que está desenvolvendo robôs humanoides e outros formatos robóticos.
- Sam Altman, CEO da empresa, prioriza o desenvolvimento do 'cérebro' (IA) sobre a construção física do robô.
- O projeto visa coletar dados sensoriais para aprimorar a inteligência artificial física, focando inicialmente em infraestrutura e manufatura.
A OpenAI, criadora do ChatGPT, confirmou que está desenvolvendo um robô humanoide. A declaração foi feita pelo CEO Sam Altman durante o podcast Sources, quando questionado sobre os planos da empresa na área de robótica. Altman afirmou que “definitivamente faremos um humanoide. Também faremos outros formatos”.
Segundo Altman, o maior desafio não está na construção do corpo do robô, mas no desenvolvimento do “cérebro” que o controla. “Acredito que tudo isso é menos importante do que descobrir como funciona o cérebro que faz o robô funcionar”, acrescentou. A decisão representa uma mudança estratégica, já que a empresa, que é uma das líderes em inteligência artificial, agora passa a atuar também na fabricação de hardware robótico.
A medida também serve de alerta para centenas de empresas de robótica que dependem de parcerias para obter inteligência artificial. A Figure AI, por exemplo, encerrou sua colaboração com a OpenAI um ano após receber investimento de US$ 675 milhões da empresa. O CEO da Figure, Brett Adcock, optou por desenvolver a plataforma internamente. A Nvidia, o Google DeepMind e a Skild, por outro lado, focam apenas no desenvolvimento de IA para robôs, sem fabricar os equipamentos.
Altman justificou a escolha pelo formato humanoide com base na adaptação ao ambiente. “O mundo é em grande parte projetado para as pessoas”, disse. “Então, se você pensar na capacidade de abrir uma porta, digitar em um computador, operar uma máquina, limpar uma cozinha e muito mais, podemos proporcionar essa realidade, e quero garantir que continuemos a construí-la para as pessoas. Portanto, reproduzir esse formato parece uma boa ideia.”
Sobre a presença de robôs em residências, Altman se mostrou cauteloso, mas otimista. “Não acho que essa seja a primeira coisa mais importante a se fazer”, afirmou, citando a infraestrutura e a manufatura como prioridades. “Mas sim, um dia. Acho que todos deveriam ter um robô pessoal.” A visão é compartilhada por executivos como Zhaopeng Chen, da Agile Robots, e Elon Musk, da Tesla, que preveem um bilhão de robôs no planeta em dez anos.
A construção de robôs humanoides envolve custos elevados. Segundo dados da McKinsey, os atuadores representam de 40% a 60% do custo total dos materiais, e a China controla cerca de 69% da mineração de terras raras e 90% do processamento de ímãs. Estimativas da OpenMind indicam que produzir um robô avançado sem fornecedores chineses custaria cerca de US$ 131.000, contra US$ 46.000 com fornecedores tradicionais. A OpenAI encerrou seu projeto de robótica em 2021 por falta de dados, mas agora vê nos robôs próprios uma forma de coletar informações sensoriais para aprimorar a IA física.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: O GLOBO
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Perguntas frequentes
Por que a OpenAI escolheu o formato humanoide?
O formato foi escolhido porque o mundo foi projetado para humanos, facilitando tarefas como abrir portas, usar computadores e limpar ambientes.
A OpenAI vai vender robôs para uso doméstico agora?
Não, o foco inicial da empresa são aplicações em infraestrutura e manufatura, embora o CEO acredite que, no futuro, todos poderão ter um robô pessoal.
Qual é o maior desafio para a criação desses robôs?
Segundo Sam Altman, o maior desafio não é o corpo do robô, mas sim o desenvolvimento do cérebro artificial que o controla.
