Um felino na lista de autores da Physical Review Letters
Corria o ano de 1975 quando a Physical Review Letters, uma das revistas científicas de maior prestígio na área de física, recebeu um texto que tratava do modo como os átomos se comportam e que trazia um nome curioso entre os responsáveis: Chester, um gato da raça siamesa. O episódio virou assunto porque o físico Jack Hetherington teve de driblar uma regra do periódico e, no fim, pôs o animal na lista de autores.
Hetherington havia escrito o texto usando os pronomes “nós” e “nosso”. Ao pedir a um colega que revisasse o material antes da submissão, foi alertado de que a revista não aceitaria o artigo nessa forma, o que o obrigaria a reescrevê-lo por completo para eliminar as marcas de primeira pessoa do plural.
Em seu livro More Random Walks in Science, o físico relata a solução encontrada: “Mudar o artigo para algo impessoal parecia muito difícil, e, como tudo já estava escrito e digitado, depois de pensar durante a noite, simplesmente pedi à secretária que alterasse a página de rosto para incluir o nome do gato da família, um siamês chamado Chester”.
Chester era filho de outro gato, chamado Willard, e recebeu o pseudônimo de FDC Willard, sigla para “Felis Domesticus Chester Willard”. O nome do felino passou a figurar ao lado do de Hetherington na folha de rosto do artigo.
Hetherington enviou, naquele período, exemplares dedicados a dez colegas, e cada um deles vinha assinado pelo pesquisador e também pelo felino. A história voltou à tona em 2014: a APS (Sociedade Americana de Física) comunicou que liberaria para consulta sem custo todo trabalho científico que tivesse um gato entre os seus autores.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Cobasi


