Quinta-feira, 8 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Áudio não enviado de Maduro pedia luta ‘pela pátria’ antes da prisão, diz filho

O filho de Nicolás Maduro revelou um áudio inédito gravado minutos antes da prisão do ex-líder em Caracas. Na mensagem, ele pedia resistência popular e reafirmava ideais chavistas antes de ser detido pelos EUA. #Maduro #Venezuela #Noticias

Áudio não enviado de Maduro pedia luta ‘pela pátria’ antes da prisão, diz filho

Um áudio gravado por Nicolás Maduro minutos antes de ser detido pelos Estados Unidos nunca chegou a ser enviado. A gravação, guardada em um dos celulares do ex-presidente venezuelano, foi localizada pelo filho dele, Nicolás Maduro Guerra, dias após a operação que prendeu o pai em Caracas, em janeiro deste ano. O conteúdo só pôde ser acessado quando Guerra conectou o aparelho à internet.

Segundo o relato do filho, na mensagem o ex-líder chavista afirmava que Guaicaipuro, no estado de Miranda, estava sendo bombardeado e pedia que a população mantivesse a resistência. “Que o povo siga lutando, pela pátria de Bolívar, pela pátria de Chávez. Sempre junto ao povo. A pátria nunca será colônia, a pátria nunca será colônia. Que viva o povo, que viva a pátria”, teria dito Maduro, de acordo com Guerra.

O filho do ex-presidente tornou a informação pública na segunda-feira (5/10), durante participação em um podcast local. Ele não reproduziu o áudio no programa: limitou-se a transmitir o teor da mensagem. O celular estava escondido na residência onde Maduro foi capturado pelas forças norte-americanas.

Desde o dia 3 de janeiro, Maduro encontra-se detido em território norte-americano — a prisão ocorreu em Caracas, junto com Cilia Flores, ex-primeira-dama e sua mulher. As imputações contra o casal abrangem conluio voltado ao narcoterrorismo, entrada de cocaína no país, emprego de armamentos e guarda de artefatos explosivos.

Já nesta quinta-feira (8/10), uma nova imputação foi somada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos à situação dos dois: o caso envolve maus-tratos infligidos a cidadãos dos EUA que cumpriram detenção na Venezuela. Para o casal, o julgamento ficou marcado para 1º de junho de 2027.

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