Um áudio gravado por Nicolás Maduro minutos antes de ser detido pelos Estados Unidos nunca chegou a ser enviado. A gravação, guardada em um dos celulares do ex-presidente venezuelano, foi localizada pelo filho dele, Nicolás Maduro Guerra, dias após a operação que prendeu o pai em Caracas, em janeiro deste ano. O conteúdo só pôde ser acessado quando Guerra conectou o aparelho à internet.
Segundo o relato do filho, na mensagem o ex-líder chavista afirmava que Guaicaipuro, no estado de Miranda, estava sendo bombardeado e pedia que a população mantivesse a resistência. “Que o povo siga lutando, pela pátria de Bolívar, pela pátria de Chávez. Sempre junto ao povo. A pátria nunca será colônia, a pátria nunca será colônia. Que viva o povo, que viva a pátria”, teria dito Maduro, de acordo com Guerra.
O filho do ex-presidente tornou a informação pública na segunda-feira (5/10), durante participação em um podcast local. Ele não reproduziu o áudio no programa: limitou-se a transmitir o teor da mensagem. O celular estava escondido na residência onde Maduro foi capturado pelas forças norte-americanas.
Desde o dia 3 de janeiro, Maduro encontra-se detido em território norte-americano — a prisão ocorreu em Caracas, junto com Cilia Flores, ex-primeira-dama e sua mulher. As imputações contra o casal abrangem conluio voltado ao narcoterrorismo, entrada de cocaína no país, emprego de armamentos e guarda de artefatos explosivos.
Já nesta quinta-feira (8/10), uma nova imputação foi somada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos à situação dos dois: o caso envolve maus-tratos infligidos a cidadãos dos EUA que cumpriram detenção na Venezuela. Para o casal, o julgamento ficou marcado para 1º de junho de 2027.


