Na quarta-feira (25), horas após a Meta ter suspendido o perfil, a conta @igrejaalternativa, da Igreja Alternativa, de Piracicaba (SP), foi reativada. A empresa revisou o caso e entendeu que a atividade da página não contraria as regras de integridade de conta previstas nos Padrões da Comunidade, razão pela qual liberou novamente o acesso.
O pastor Rodolfo Capler aparece em um vídeo no qual faz críticas à proximidade de segmentos evangélicos do país com o bolsonarismo — foi após essa gravação ganhar repercussão que veio o bloqueio. Antes disso, em 23 de setembro, a suspensão já tinha sido aplicada, e a igreja nunca soube dizer qual postagem ou ação teria servido de justificativa para a punição.
Capler, na gravação, coloca em xeque o vínculo que parte do campo evangélico mantém com o bolsonarismo. Antes de o perfil original ser retirado do ar, o vídeo já tinha rodado pelas redes.
Enquanto o perfil principal seguia bloqueado, a Igreja Alternativa abriu uma segunda conta, por meio da qual manteve o vínculo com quem a acompanha. Foi nessa nova página que a comunidade passou a acompanhar as novidades, durante todo o tempo em que o acesso ao perfil original ficou travado.
A partir da volta do @igrejaalternativa, a igreja pretende voltar a publicar conteúdo nesse perfil e seguir alimentando, em paralelo, a página que abriu enquanto o acesso estava bloqueado.
A Meta afirmou que refez a análise do caso, reconheceu a falha e disse lamentar o tempo em que a página ficou indisponível. Na mensagem encaminhada à igreja, o vídeo do pastor não consta como violação de conteúdo: o que a empresa avaliou foi a integridade da conta — critério que ela própria invocou para devolver o acesso.
A Igreja Alternativa atua em Piracicaba, no interior paulista, e usava a página original como um de seus canais de divulgação e comunicação com a comunidade.
